ILONA BASTOS |
POEMAS |
. O FAROL Ilona Bastos . . Ali, na beira do penhasco, Na borda do abismo, É onde eu vivo. . Umas vezes, ergo o olhar, Encho-me de céu, Cubro-me de sol, Leve, caminho sem temor, Sentindo o odor do mar Inundando a minha alma De asas, de gaivotas, de açores. . Noutras vezes, pesa-me a vista, Que rola pelas arribas, Aterra em aguçados rochedos, Onde as ondas se desfazem Em estrondosas explosões de espuma, Fúria demente que me atrai E me invade de pavor. . Noutras vezes, ainda, hesito Entre o azul do céu que me chama E o azul do mar que a meus pés se revolve. Balanço entre a coragem e o medo, A esperança e o desespero, O amor e a raiva, A paciência e a fúria . É nessas alturas Que o farol se ilumina e me chama, E me mostra o seu caminho. . . Lisboa, 6 de Outubro de 2004
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Pintura de Henri Lebasque
Som de fundo: Chopin, Opus 10_e12
Mais recente actualização: 25 de Junho de 2008