Quando nos
afastamos dos caminhos
já trilhados,
corremos o risco sério
de nos perdermos,
ou acharmos.
.
.
Só, em silêncio, me aparto, testo
os meus passos,
sigo em segredo,
por ignotas
veredas, em busca do ser.
.
.
Se me acho, dos outros me perco,
se os encontro,
tão só me sinto,
deambulando,
perdida, neste labirinto.
..
E do ser supremo, criador do mundo,
do infinito chega,
em ténue sinal, um aceno
que ansiosa aceito,
mas não decifro.
..
Regresso, cabisbaixa, ao meu viver,
sedento de afecto o
coração, e a alma
vazia das respostas
desejadas,
..
.
Ávida da descoberta do que além existe
e é causa das
coisas, lei do universo,
senhor da vida,
último reduto.
..
Porém, não desisto, insisto na aventura
de palmilhar os
caminhos não trilhados,
curiosa, atenta,
temerária, só.
..
Por ignotas veredas me afasto, sem rasto,
sigo em segredo,
procuro o ser,
arriscando me
encontrar, ou me perder.
.
.
Lisboa, 6 de Abril
de 2006
.Li