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O Pão-de-LódeIlona Bastos |
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| --------Pela manhã, a mãe
do David levantou-se, de caracóis revoltos, lavou as
mãos e correu à cozinha. Aí, ferveu o leite, que deitou sobre o chocolate em pó, cortou uma gorda fatia de pão-de-ló, e tudo dispôs num tabuleiro, com uma palhinha vermelha e um alvo guardanapo de algodão. Depois, foi a vez de acordar o David, ensonado, recusando abrir os olhos. - Bom dia, filhote! - cantou a mãe. - Vamos acordar. O menino
murmurou: - Não... - São horas de levantar! - disse a mãe, olhando o relógio. O menino voltou-se na cama e resmungou: - Não. - Olha que tens de ir para a escola e não deves chegar atrasado! - lembrou a mãe, destapando o dorminhoco. O menino fechou os olhos com força e agarrou-se aos cobertores: - Não! -
Ai!
Ai! - zangou-se a mãe. - Tu não queres acordar e lá
dentro o pão-de-ló não pára de reclamar. - O pão-de-ló? - perguntou o David, abrindo os olhos. - Sim, o pão-de-ló - respondeu a mãe, expedita. - Não sei o que combinaste com ele, mas insistiu imenso em falar contigo, não me deixou sossegada, e agora está na sala, à tua espera... - O pão-de-ló! - exclamou o menino, de olhar brilhante, sentando-se na cama. Depois, sorriu, maroto, estendendo os braços. - Ajuda-me, mãe. Tenho uma reunião importante... e urgente! - Sim? - perguntou a mãe, aliviada, entregando ao filho a camisa e as calças de ganga. - Tens uma reunião na escola, com a professora? O David torceu o nariz e acabou por soltar uma gargalhada. - Não, mãe, não! Tenho uma reunião na sala - com o pão-de-ló! |
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© 1998-2001 - Texto e Ilustrações de Ilona Bastos |
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